Mais sete municípios assinam Declaração de Paris, dia 10 de outubro.

Sete municípios portugueses – Almada, Amadora, Loures, Odivelas, Oeiras, Sintra e Portimão – assinam, esta quarta-feira, 10 de outubro, na Assembleia da República, a Declaração de Paris, juntando-se à iniciativa internacional «Fast Track Cities – Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH».

Portugal passa a contar com dez municípios aderentes, tornando-se o primeiro «Fast Track Country». A cerimónia tem início às 17h30, na Sala do Senado, e conta com a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, da Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, dos autarcas que assinarão a Declaração, bem como de peritos internacionais.

O projeto «Fast Track Cities» foi lançado no Dia Mundial de Luta contra a Sida, em Paris, em 2014, e, em maio do ano passado, as cidades de Cascais, Lisboa e Porto foram as primeiras a assinar a Declaração de Paris.

Portugal em direção aos 90-90-90

Apesar da redução de 54% no número de novos infetados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) entre 2008 e 2016, Portugal continua a apresentar uma das mais elevadas taxas de incidência de infeção por VIH da União Europeia.

O combate ao VIH é, por isso, uma das prioridades deste Governo, que tem empenhado esforços para melhorar e inovar na qualidade dos dados, na prevenção, no diagnóstico precoce e no tratamento.

Levando em consideração as especificidades existentes no território, tendo presente que mais de metade dos novos casos de VIH se registaram na Área Metropolitana de Lisboa, e considerando ainda a mais-valia da proximidade, a adesão das cidades em causa à iniciativa «Fast Track Cities» afigura-se como uma peça-chave.

As cidades encontram-se em posição privilegiada para liderar as ações locais de combate a esta epidemia, com impacto global, acelerando assim a resposta ao VIH, de forma a atingir, até 2020, as metas da ONUSIDA (90-90-90):

  • 90% das pessoas infetadas com VIH diagnosticadas;
  • 90% das pessoas diagnosticadas a receber tratamento;
  • e 90% das pessoas em tratamento com carga viral indetetável.

 

Portugal já atingiu duas destas três metas: mais de 90% das pessoas com VIH estão diagnosticadas e mais de 90% das que estão em tratamento já não transmitem a infeção. Um feito elogiado e reconhecido pela Organização Mundial da Saúde.

Com o apoio dos municípios e da sociedade civil será mais fácil conseguir que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento e eliminar a epidemia do VIH até 2030.

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