Saúde Pública

  • Conhecidos que são os efeitos da exposição a temperaturas elevadas no corpo humano importa preparar os mecanismos que permitam prevenir/reduzir os efeitos nefastos na saúde da população. O calor constitui-se, assim, como um perigo para a saúde humana cuja amplitude depende da sua capacidade de adaptação, em parte dos grupos mais vulneráveis e de fatores ambientais.

    A exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos – ondas de calor – constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir a desidratação, ao agravamento de doenças crónicas, a um esgotamento ou a um golpe de calor, que são situações muito graves.

    O calor tem consequência na morbilidade e na mortalidade, pelo que se constitui como um inimigo para a Saúde Pública.

     

    FACTORES DE RISCO gerais:

    • idade da pessoa
    • beber poucos líquidos
    • atividade intensa
    • calor durante longos períodos ou amplitude térmica muito curta
    • exposição prolongada ao sol
    • alguns medicamentos

     

    Para mais informação, aqui.

     

    GRUPOS DE RISCO
    • As crianças nos primeiros anos de vida;
    • As pessoas idosas;
    • Os portadores de doenças crónicas (nomeadamente doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes, alcoolismo);
    • As pessoas obesas;
    • As pessoas acamadas;
    • As pessoas com problemas de saúde mental;
    • As pessoas a tomar alguns medicamentos, como anti-hipertensores, antiarrítmicos, diuréticos, anti-depressivos, neurolépticos, entre outros;
    • Os trabalhadores expostos ao sol e/ou ao calor;
    • As pessoas que vivem em más condições de habitação.
    SINTOMAS

    Os problemas mais graves devido ao calor são:

    GOLPE DE CALOR

    Os sintomas incluem febre alta, pele vermelha, quente, seca e sem produção de suor, pulso rápido e forte, dor de cabeça, náuseas, tonturas, confusão e perda parcial ou total de consciência.

    ESGOTAMENTO PELO CALOR

    Os sintomas incluem sede intensa, grande sudação, palidez, cãibras musculares, cansaço e fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos e desmaio. A temperatura do corpo pode estar normal, abaixo do normal ou ligeiramente acima do normal. O pulso fica filiforme alterando entre fraco e rápido e a respiração torna-se rápida e superficial.

    CÃIBRAS

    Os sintomas incluem espasmos musculares (em especial das pernas e abdómen) e forte transpiração.

    TRATAMENTO

    O tratamento passa por assegurar adequada hidratação ao longo do dia (cerca de 1.5L a 2L de água por dia), adequada reposição eletrolítica (beber sumos naturais e alimentar-se regulamente).

    Se existirem sintomas ou algum problema de saúde que afete o seu bem-estar, deve contactar o SNS 24 (808 24 24 24).

    PREVENÇÃO

    MEDIDAS NUTRICIONAIS

    • Aumente a ingestão de líquidos: água ou sumos de fruta natural;
    • Beba água, mesmo sem ter sede;
    • Dei-a água aos recém-nascidos, às crianças, aos idosos e aos doentes;
    • Pode utilizar substâncias de reposição hidroelectrolítica (Dioralyte, Redrate ou Isostar);
    • Evite bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína ou ricas em açúcar;
    • Evite bebidas quentes;
    • Fazer refeições leves e mais frequentes;
    • Se tiver dieta específica, nomeadamente hipossalina, consulte o seu médico.

     

    MEDIDAS DE AUTO-PROTECÇÃO

    • Use roupa solta, de preferência de algodão e de cores claras;
    • Evite a exposição direta ao sol entre as 11 e as 17 horas;
    • Use protetor solar igual ou superior a 30 (adultos) ou 50 (crianças);
    • Tome um duche de água tépida ou fria, no período de maior calor;
    • Evite mudanças bruscas de temperatura;
    • Use chapéu, de preferência de abas largas, e óculos que ofereçam proteção contra a radiação UVA e UVB.

     

    MEDIDAS AMBIENTAIS, em geral

    • Permaneça duas a três horas por dia num ambiente fresco ou com ar condicionado;
    • Visite locais com ar condicionado: centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais que disponham de ar condicionado;
    • Evite as mudanças bruscas de temperatura: informe-se sobre locais “climatizados”;
    • Evite a permanência em viaturas expostas ao sol;
    • Viaje de noite, sempre que possível;
    • Não deixe crianças, doentes ou pessoas idosas, dentro de veículos expostos ao sol.
    • As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor.
    • As crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar e deve evitar-se a exposição direta de crianças com menos de três anos.

     

    MEDIDAS DE CONTEXTO DOMÉSTICO

    • Reduza a roupa da cama ao mínimo, sobretudo nos bebés e doentes acamados;
    • Corra as persianas durante o dia;
    • Abra as janelas à noite para diminuir a temperatura dentro de casa;
    • Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal com o calor;
    • Informe-se sobre pessoas isoladas, idosas, frágeis ou com dependência que vivam perto de si e ajude-as a protegerem-se do calor;
    • Peça a alguém que telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem.

     

    TRABALHO e LAZER

    • As pessoas idosas e os bebés não devem ir à praia nos dias de calor;
    • Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados.
    • Evite atividades que exijam esforço físico
    • Aclimate-se durante algum tempo após deslocação de clima frio para clima quente.

     

    MEDICAMENTOS

    • Não tome medicamentos sem prescrição médica;
    • Compre medicamentos em locais de venda autorizada pelo perigo de falsificação;
    • Evite os da Internet e de venda livre;
    • Temperaturas elevadas por longos períodos de tempo podem alterar as propriedades dos medicamentos;
    • Examine se a embalagem está selada e se lê bem a etiqueta;
    • Respeite a posologia e os horários das tomas dos medicamentos.
    ACONSELHAMENTO

    INGESTÃO DE LÍQUIDOS

    Se tem dieta com restrição de líquidos aconselhe-se com o seu médico sobre como proceder.

    Mesmo sem sede é importante beber líquidos porque, com frequência, a sede é inferior às necessidades hídricas do indivíduo. Esta situação é ainda mais preocupante nas pessoas idosas que muitas vezes não sentem sede apesar de terem graus diversos de desidratação.

     

    SAIS E MINERAIS

    Para além da hidratação, deve repor os sais minerais porque com a sudação perdem-se quantidades importantes que são responsáveis por diversos sintomas como fraqueza, cansaço, dificuldade de concentração, entre outras.

    Esta reposição pode ser feita através de sumos de frutas ou de substâncias de reposição hidroelectrolítica, de venda na farmácia, como o Dioralyte ou o Redrate (carteiras de pó que se misturam em água e deve ser bebida ao longo do dia; pode utilizar durante alguns dias) ou de venda em supermercados, como as bebidas dos desportistas (p.e. Isostar).

     

    DIETA HIPOSSALINA

    Se tem indicação médica de dieta hipossalina ou se a pessoa tiver insuficiência renal consulte o médico.

     

    PESSOAS QUE VIVEM SOZINHAS

    Idosos, devem pedir a alguém que lhes telefone, 2 vezes por dia, para saber se estão bem.

     

    LOCAIS CLIMATIZADOS

    Se a casa é muito quente e tiver possibilidade, nas horas de mais calor, visite um local com ar condicionado, por exemplo, museu, biblioteca, centro comercial, cinema ou uma igreja.

     

    ACLIMATAÇÃO

    Para as pessoas que se deslocam de um clima frio ou temperado para um local quente é importante dar alguns dias de aclimatação ao corpo antes de começar a fazer exercício físico, para aumentar a tolerância às altas temperaturas.

  • As vacinas salvam vidas pelo que a vacinação é um Direito Fundamental.

    Os programas de vacinação universais promovem a equidade, proporcionam igualdade de oportunidades, protegem a saúde e previnem doenças, independentemente do género, da etnia, da cor da pele, da religião, do estatuto social, dos rendimentos familiares ou das ideologias. Este é o princípio seguido pelo Programa Nacional de Vacinação (PNV), em Portugal, criado há mais de 50 anos e, desde então, gerido pela Direção-Geral da Saúde.

    As vacinas permitem salvar mais vidas e prevenir mais casos de doença do que qualquer tratamento médico. A introdução de campanhas de vacinação contribuiu, em todo o mundo, para a diminuição da incidência das doenças evitáveis pela vacinação.

    Como consequência direta da vacinação a varíola foi erradicada em 1980, a poliomielite está em vias de ser erradicada e o sarampo pode também vir a ser extinto.

    DESCRIÇÃO

    As vacinas atuam sobre o sistema imunitário para estimularem a produção de anticorpos contra um determinado agente infecioso, evitando que a pessoa vacinada venha a ter essa doença quando entra em contacto com aquele microrganismo.

    Uma elevada cobertura vacinal permite imunizar quem é vacinado, mas também evitar a propagação de doenças, uma vez que a imunidade de grupo impede a circulação de agentes patogénicos.

    O PNV de 2017 inclui as vacinas contra a hepatite B, difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, doença invasiva por Haemophilus influenzae do serotipo b, infeções por Streptococcus pneumoniae (13 serotipos), doença invasiva por Neisseria meningitidis do grupo C, sarampo, parotidite epidémica, rubéola e tétano. Às raparigas, recomenda-se ainda a vacina contra infeções por vírus do Papiloma humano. E a grupos com risco acrescido para determinadas doenças recomendam-se vacinas contra as infeções por Streptococcus pneumoniae (23 serotipos) e doença invasiva por Neisseria meningitidis do grupo B e outras, quando expressamente referidas nesta norma como recomendadas e gratuitas.

    Outras vacinas fora do PNS podem ser equacionadas pelo seu médico.

    Saiba mais informação aqui

    GRUPOS DE RISCO

    Para que o PNV continue a ser um êxito é necessário manter as elevadas coberturas vacinais atingidas para todas as vacinas do Programa.

    A vacinação de grupos de risco ou em circunstâncias especiais está prevista no PNV, nomeadamente:

    • Grávidas e lactantes – “Vacinação da grávida contra a rubéola (VASPR)”;
    • Recém-nascidos e lactentes pré-termo e/ou de baixo peso;
    • Alterações imunitárias – “Pessoas transplatadas com orgãos sólidos” – Pn13, Pn23;
    • Alterações imunitárias – “Pessoas com infeção por vírus da imunodeficiência humana (VIH)” – Pn13, Pn23. VASPR;
    • Terapêutica com produtos contendo imunoglobulinas;
    • Viajantes – Vacina contra a rubéola;
    • Profissionais de saúde – VHB. vacina contra a rubéola;
    • Profilaxia pós-exposição – “Hepatite B”. “Sarampo”.
    PREVENÇÃO

    O Programa Nacional de Vacinação (PNV) é um programa universal, gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal. Apresenta um esquema de vacinação recomendado que constitui uma “receita universal”.

    A intervenção ao nível de certas comunidades locais reveste-se de especial importância, nomeadamente, como forma de prevenir a disseminação, a partir de casos importados, de doenças infeciosas que se encontram eliminadas do nosso país (ex. poliomielite) ou em fase de eliminação.

    Somente taxas de cobertura vacinal muito elevadas, de cerca de 95%, permitem obter imunidade de grupo. No caso do tétano, em que a proteção é individual, apenas uma cobertura vacinal de 100% evitaria o aparecimento de casos.

    ACONSELHAMENTO

    A Ficha Individual de vacinação (plataforma informática dedicada) e o Boletim Individual de Saúde (BIS) têm registado todo o histórico vacinal e existe no centro de saúde ou em outro serviço onde o indivíduo é habitualmente vacinado.

    – Os boletins de vacinas vão passar a ser digitais, para a globalidade da população, até ao final de 2017, permitindo o registo eletrónico e a qualquer médico ou enfermeiro aceder à vacinação de um utente do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O cidadão/utente, pode aceder ao seu eBoletim de Vacinas na Área do Cidadão do Portal SNS, bastando registar-se na Área do Cidadão do Portal SNS.

    Quando um indivíduo receber vacinas num centro de saúde/serviço diferente daquele onde é habitualmente vacinado, as mesmas devem ser registadas no respetivo Boletim. Estes centros de saúde/serviços enviarão obrigatoriamente ao centro de saúde da área de residência do indivíduo ou ao serviço de saúde onde está arquivada a Ficha Individual de Vacinação, um documento em que conste:

    • a identificação do indivíduo;
    • o serviço onde foi administrada a vacina e o respetivo carimbo;
    • a vacina administrada;
    • a data de administração;
    • o nome comercial da vacina;
    • o lote;
    • a rubrica de quem administrou a vacina.

    Esta informação será posteriormente transcrita para a Ficha Individual de Vacinação.

  • A Gripe é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus influenza.

    A Gripe ocorre, mais frequentemente, nos meses de inverno e, habitualmente, o pico surge entre Dezembro e Março, no hemisfério norte. Só atinge o hemisfério sul (África e América do Sul) meio ano mais tarde, na época fria local. Admite-se a existência de casos esporádicos de gripe ao longo de todo o ano. Os casos de gripe que aparecem isolados fora do inverno passam habitualmente sem diagnóstico sendo rotulados de “síndromes gripais”.

    Para mais informações, aqui.

    DESCRIÇÃO

    A gripe é uma doença contagiosa que, maioritariamente, cura espontaneamente. Mas podem ocorrer complicações, particularmente em pessoas com doenças crónicas ou com 65 ou mais anos de idade.

    Nos anos mais recentes a maior atividade gripal tem sido observada entre os meses de dezembro e fevereiro.

    Os vírus da gripe estão em constante alteração e a imunidade provocada pela vacina não é duradoura, pelo que as pessoas se devem vacinar anualmente.

    A gripe é a doença mais frequente do adulto e pode ser prevenida pela vacinação.

    Para mais informações, aqui.

    AGENTE ETIOLÓGICO

    Vírus da família dos Orthomyxoviridae, género Influenza, com 3 tipos: A, B e C.

    O mais patogénico para o Homem é o tipo A, responsável pelas epidemias e tem como reservatório natural as aves migratórias aquáticas.

    INCUBAÇÃO

    A gripe é, habitualmente, uma doença de curta duração (3 a 4 dias) com sintomas de intensidade ligeira ou moderada, evolução benigna e recuperação completa em 1 ou 2 semanas.

    Nas pessoas idosas e nos doentes crónicos a recuperação pode ser mais longa e o risco de complicações é maior, nomeadamente, pneumonia e/ou descompensação da doença de base (asma, diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal).

    • Período de incubação: 1 a 5 dias
    • Período de contágio – 1 a 2 dias antes e até 7 dias após início dos sintomas (crianças pode ser superior a 1 semana)
    TRANSMISSÃO

    O vírus é transmitido através de partículas de saliva de uma pessoa infetada, expelidas sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto direto com partes do corpo ou superfícies contaminadas (por exemplo, através das mãos).

    GRUPOS DE RISCO

    A infeção atinge todos os grupos etários.

    No entanto, quem pode sofre mais complicações com a gripe são:

    • Pessoas com 65 e mais anos de idade, principalmente se residirem em instituições;
    • As pessoas que tenham:
      • Doenças crónicas dos pulmões, do coração, dos rins ou do fígado;
      • Diabetes em tratamento;
      • Outras doenças que diminuam a resistência às infeções;
    • Grávidas;
    • Crianças:

    Profissionais da saúde.

    SINTOMAS

    No adulto, a gripe manifesta-se por início súbito de mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, tosse, arrepios e dores de cabeça. Pode também ocorrer inflamação dos olhos.

    Nas crianças, a gripe manifesta-se consoante o grupo etário: febre e prostração (50% das crianças com idade inferior a 4 anos e só 10% no grupo etário dos 5 aos 14 anos).

    Os sintomas gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A febre tende a ser mais elevada. A otite média pode ser uma complicação frequente no grupo etário até aos 3 anos.

    TRATAMENTO

    Cuide-se e descanse:

    • Fique em casa, em repouso;
    • Não se agasalhe demasiado;
    • Meça a temperatura ao longo do dia;
    • Se tiver febre pode tomar paracetamol (mesmo as crianças). Não dê ácido acetilsalicílico às crianças;
    • Se está grávida ou amamenta não tome medicamentos sem falar com o seu médico;
    • Utilize soro fisiológico para a obstrução nasal;
    • Não tome antibióticos sem recomendação médica: não atuam nas infeções virais, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura;
    • Beba muitos líquidos: água e sumos de fruta;
    • Se viver sozinho, especialmente se for idoso, deve pedir a alguém que lhe telefone regularmente para saber como está.

    Se tiver dúvidas, não vá a um serviço de saúde. Contacte o SNS 24 (808 24 24 24).

    PREVENÇÃO

    Vacina para a gripe e higiene são fundamentais.

    As pessoas, segundo grupos de risco definidos pela DGS, devem fazer a vacina para a gripe, a partir de Outubro de cada ano. Em especial, os idosos.

    A higiene pessoal e dos locais de lazer e de trabalho, a lavagem frequente das mãos com água e sabão (ou toalhetes) e quando espirrar ou tossir proteger a boca com lenço de papel (deite nos sanitários onde serão descarregados) ou com o antebraço – não utilize as mãos – são medidas essenciais.

    Evite mudanças de temperatura e não se abafe demasiado.

    Com sintomas, faça distanciamento social: fique em casa, em repouso, evite o contacto próximo com outras pessoas, para impedir o contágio.

    Beba muitos líquidos – água e sumos de fruta – e coma o que mais lhe apetecer.

    Se tiver dúvidas, não vá a um serviço de saúde. Contacte o SNS 24 (808 24 24 24).

    ACONSELHAMENTO

    Cuide-se:

    • Evite mudanças de temperatura;
    • Beba muitos líquidos (água e sumos, de preferência sem açúcar);
    • Não se agasalhe demasiado;
    • Ponha o termómetro e registe a temperatura ao longo do dia;
    • Lembre-se que durante o período de doença não deverá ser vacinado;
    • Fique em casa, em repouso, evitando o contacto próximo com outras pessoas, para impedir o contágio;
    • Coma o que mais lhe apetecer;
    • Para a obstrução nasal use Soro Fisiológico;
    • Tome medicamentos para a febre e dores (paracetamol, mesmo para crianças e grávidas; os adultos também podem tomar aspirina);
    • Não dê aspirina às crianças, sem ser por recomendação médica;
    • Não tome antibióticos, porque não atuam nas doenças virais, não melhoram os sintomas nem aceleram a cura;
    • Se está grávida ou amamenta não tome medicamentos sem falar com o seu médico;
    • Pode utilizar a atmosfera húmida;
    • Se viver sozinho, especialmente se for idoso, deve pedir a alguém que lhe telefone regularmente para saber como está.
  • A intoxicação consiste numa série de efeitos sintomáticos produzidos quando uma substância tóxica é ingerida ou entra em contato com a pele, olhos ou membranas mucosas.

    O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) é um centro médico de consulta telefónica na área da toxicologia, responsável pela prestação, em tempo útil, das informações necessárias e adequadas a profissionais de saúde ou ao público em geral, visando uma abordagem correta e eficaz a vítimas de intoxicação.

    O CIAV presta informações toxicológicas sobre todos os produtos existentes, desde medicamentos a produtos de utilização doméstica ou industrial, produtos naturais, plantas ou animais.

    Este serviço médico funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, sendo o serviço assegurado por pessoal médico especializado, disponível através de uma linha telefónica exclusiva – 808 250 143 (custo de chamada local).

    Para cada situação serão aconselhadas as medidas que deverá tomar. Procure dar informações que possam ajudar o CIAV a identificar a situação, designadamente:

    • Quem – idade, sexo, gravidez, etc.
    • O quê – produto, animal, planta, cogumelo
    • Quanto – quantidade de produto, tempo de exposição
    • Quando – há quanto tempo
    • Onde – em casa, no campo, na fábrica, etc.
    • Como – em jejum, com alimentos, com bebidas alcoólicas, etc.

    A sua colaboração é fundamental. Preste atenção às perguntas efetuadas e siga as instruções indicadas.

    Mais informação:

    INEM 

    PRIMEIROS SOCORROS

    Contacto com os Olhos

    • Lave abundantemente com água corrente durante 15 minutos mantendo as pálpebras afastadas.
    • Não aplique quaisquer produtos.
    • Ligue para o CIAV (808 250 143).

     

    Contaminação da Pele

    • Retire as roupas conspurcadas.
    • Lave abundantemente com água corrente durante 15 minutos.
    • Ligue para o CIAV (808 250 143).

     

    Picada de Animal (Abelha, Vespa, Lacrau, Víbora, Peixe-Aranha)

    • Imobilize a zona atingida.
    • Aplique calor no caso de peixe-aranha e frio nos restantes casos.
    • Ligue para o CIAV (808 250 143).

     

    Inalação

    • Retire o intoxicado para fora do ambiente contaminado, de preferência para o ar livre.
    • Ligue para o CIAV (808 250 143).

     

    Ingestão

    • Não provoque o vómito.
    • Dê a beber alguns golos de água ou leite.
    • Ligue para o CIAV (808 250 143).

    .

    GRUPOS DE RISCO

    Qualquer pessoa, particularmente as crianças.

    PREVENÇÃO

    CONSELHOS PARA EVITAR INTOXICAÇÕES ACIDENTAIS

    • Explique às crianças o risco de tomar remédios de que não estão a precisar e o perigo de provar ou mexer em produtos perigosos.
    • Não tome nem dê medicamentos às escuras e não exceda as doses prescritas.
    • Guarde os medicamentos e outros produtos químicos (produtos de limpeza, pesticidas, tintas, petróleo, diluentes) fora do alcance das crianças.
    • Não aplique raticidas, naftalina ou outros pesticidas em locais acessíveis às crianças.
    • Não utilize embalagens vazias para guardar outros produtos, guarde-os nas suas verdadeiras embalagens.
    • Feche as embalagens e guarde os produtos imediatamente após o uso.
    • Não dê embalagens vazias às crianças para brincar.
    • Não ponha produtos de uso doméstico junto a comidas ou bebidas.
    • Guarde em segurança as bebidas alcoólicas.
    • Não esqueça que os perfumes, águas de colónia e loções para a barba podem ser soluções alcoólicas.
    • Conheça o significado dos símbolos existentes nos rótulos.
    • Leia as instruções de aplicação com cuidado e aplique os produtos dentro das
    • regras de segurança, principalmente quando usar pesticidas, produtos corrosivos, tira nódoas e vernizes.
    • Não deixe abandonadas embalagens de pesticidas destapadas, vazias ou vasilhas com resto de caldas.
    • Após usar, feche as torneiras do gás e tenha sempre as instalações em bom estado e, se possível com dispositivos de segurança.
    • Não tenha instalações de gás na casa de banho.
    • Não tenha plantas tóxicas em casa ou no jardim.
    • Não deixe as crianças comerem bagas ou sementes de plantas desconhecidas.

    Não apanhe nem cozinhe cogumelos frescos, se não os distinguir com exatidão.

    ACONSELHAMENTO

    A calma é muito importante. Não se precipite, mas não perca tempo.

    Tenha o número do CIAV perto do telefone: 808 250 143

  • A ocorrência de incêndios nas florestas contribui para a emissão de grandes quantidades de poluentes gasosos e de partículas com repercussões na qualidade do ar e na saúde humana.

    O fumo é constituído por pequenas partículas, gases e vapor de água. O vapor de água constitui a maioria do fumo. O restante inclui monóxido de carbono (CO), óxido nítrico (NO3), dióxido de carbono (CO2), compostos orgânicos voláteis irritantes (COV) (tóxicos do ar e partículas muito pequenas: PM2,5 e PM10).

    No que se refere às partículas, o facto de existirem em grande abundância no fumo produzido pelos incêndios e tendo em conta que é elevada a probabilidade de se depositarem nas vias respiratórias, pode levar a um desencadeamento ou agravamento dos problemas respiratórios.

    Existem alguns fatores que influenciam a vulnerabilidade das pessoas ao fumo produzido pelos incêndios, tais como a toxicidade dos poluentes emitidos, a magnitude da exposição ou as características das habitações existentes.

     

    Para mais informação, aqui.

    GRUPOS DE RISCO

    As pessoas mais sensíveis aos efeitos adversos produzidos pelos incêndios são as crianças, as grávidas, os doentes respiratórios e cardíacos, os trabalhadores ao ar livre e população envolvida nas imediações e os bombeiros.

    EPIDEMIOLOGIA

    De acordo com diversos estudos epidemiológicos realizados, relacionados com a exposição da população ao fumo produzido pelos incêndios (em especial no que se refere à emissão de partículas), conclui-se que poderá ocorrer um agravamento dos sintomas respiratórios, um aumento do risco de doenças respiratórias e uma redução da função pulmonar. Poderá também verificar-se um aumento das deslocações às urgências dos serviços de saúde e um acréscimo da mortalidade.

    A longo prazo, poderá surgir um aumento da incidência de bronquite crónica e o aparecimento de cancro do pulmão.

    SINTOMAS

    Os principais sintomas são:

    • dificuldade respiratória (pode haver risco de agravamento de doenças respiratórias)
    • irritação nos olhos, nariz, garganta e tosse.
    PRIMEIROS SOCORROS

    Problemas oculares (dos olhos):

    No caso de existir irritação dos olhos deverá lavar com água abundante, fria e limpa (ou soro fisiológico).

    Queimaduras

    • Remover fonte de calor abafando com pano se houver chama ou lançando água;
    • Arrefecer imediatamente a área queimada com água fria corrente da torneira, por alguns minutos
      • este procedimento é fundamental pois a área queimada está aquecida e continua a lesar a pele, podendo aprofundar-se, formando bolhas; quanto mais rapidamente for arrefecida, menos grave será a queimadura;
    • Retirar, se possível, objetos que armazenem calor, p.e.: anéis, colares, brincos, cinto, objetos de metal ou de couro;
    • Proteger a área queimada com gaze, lenço ou pano limpo;
    • Se apresentar queimaduras com formação de bolhas (flictenas) e/ou perda de pele deve procurar imediatamente um profissional de saúde.

    Nas queimaduras NUNCA use:

    • Pasta de dentes
    • Manteiga ou margarina
    • Óleos de qualquer tipo
    • Pomadas caseiras (sem orientação médica)
    • Quaisquer outros produtos
    • Não cobrir com panos
    INALAÇÃO DE FUMO

    A concentração de fumo pode variar constantemente ao longo do dia e afetar pessoas que se encontram em ambientes afastados. A principal ameaça para a saúde resultante do fumo provém das partículas que constituem um poluente que pode afetar a saúde.

    A concentração de fumo pode variar constantemente ao longo do dia e afetar pessoas que se encontram em ambientes afastados. A principal ameaça para a saúde resultante do fumo provém das partículas que constituem um poluente que pode afetar a saúde.

    Assim, e enquanto os efeitos do fumo se fizerem sentir, recomenda-se:

    • A população em geral deve reduzir os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes;
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